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domingo, 22 de março de 2020

Se o sol fosse feito de bananas

Dizem alguns cientistas que se o nosso Sol fosse feito de bananas, produziria a mesma quantidade calor, mas colapsaria em pouco tempo.

Essa é aquela típica informação que você conta para os seus amigos bêbados num boteco. Alguns dirão "boto fé parça!", outros nem darão bola porque estarão distraídos pensando em mandar um mensagem para o/a ex, mas alguém pode perguntar, "Tá bom, se o sol não é feito de bananas, do que ele é feito então?".


Contemplem! O nosso Deus Sol Banana!
Infelizmente, nosso sol não é feito de bananas. Bananas são frutas tropicais e não sobreviveriam ao frio do espaço sideral.
Na verdade, a composição básica de uma estrela é cerca de 71% hidrogênio, 27% hélio e 2%, outros elementos. E a estrela não queima esses elementos, nela ocorre um outro fenômeno.

A Fusão Nuclear
Fuuuusão! Há!
Todos aprendemos na escola, eu espero, que duas cargas elétricas iguais tendem a se repelir e que a força de repulsão é maior se for menor a distância entre elas. Um átomo de hidrogênio é composto por um próton (positivo) e um elétron (negativo) e a tendência é de os núcleos se repelirem quando próximos uns dos outros. No caso de moléculas, a energia de ligação "compensa" essa repulsão e as mantêm estáveis, porém os núcleos permanecem distantes.

Numa estrela, a Gravidade e pressão são tão fortes que conseguem fundir os núcleos dos átomos de hidrogênio, formando assim outros elementos. No caso, os prótons do núcleo de quatro hidrogênios se fundem para formar um átomo de hélio.


E por que isso gera energia?

Moça, me dá licença, eu estou criando o oxigênio!
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. - Lavoisier"

Se somarmos as massas dos quatro átomos de hidrogênio o resultado é menor do que a massa do hélio, produto da fusão. É como fazer 4 vezes 1 e o resultado dar 3,5 (isso é só um exemplo, os valores reais não são esses). Pela Lei da Conservação de Energia, esse "restinho" de massa não pode simplesmente sumir, e o que acontece é que essa massa se transforma em Fótons e outras partículas menores. Esse fóton sai a altíssimas velocidas e segundo uma equação muito famosa, se algo com massa é acelerado próximo a velocidade da luz tende a se tornar energia.

Portanto, os núcleos se fundem e a massa do elemento resultante é menor do que a soma da massa dos elementos separados. A "sobra" é liberada em forma de energia.

Isso não ocorre apenas com o hidrogênio, os átomos de hélio se fundem  em outros átomos mais pesados e assim por diante.

Quando a fusão dá um elemento muito pesado.
Mas é claro, como tudo no Universo, esse processo tem um fim. Quando o elemento é muito pesado, possui mais massa, a fusão nuclear desses elementos consome mais energia do que ela gera, e assim a estrela começa a enfraquecer. Quando acabarem o hidrogênio, o hélio e outros elementos leves, o nosso sol só terá elementos pesados para fundir, esse é o início do seu fim enquanto estrela.



A equação famosa é desse cara aí.



Então, se o sol fosse feito de bananas, que são elementos tão pesados que nem estão na tabela periódica, ele consumiria muita energia para fundi-las, e morreria cedo. Quando sóis feitos de banana morrem, podem virar supernovas de banana, ou anãs brancas de banana ou  ainda, buracos negros de banana, mas isso já é assunto para um outro dia.



sábado, 21 de março de 2020

O enigma da noite escura – O Paradoxo de Olbers


"Em um universo homogêneo, infinito no tempo e no espaço, deveríamos enxergar uma estrela em qualquer que seja a direção para a qual olhemos. Então, por qual razão o céu é escuro à noite?"

Há muito tempo atrás em uma galáxia muito, muito distante, alguns seres bípedes que se julgavam seres racionas, evoluídos e, curiosamente, dotado de polegares opositores observavam o céu em uma noite estrelada. Um deles, certa vez, disse: "o que é aquilo lá no céu?". O outro respondeu: "aquilo é uma tekpix voadora pangaláctica!". Foi neste dia que surgiu o marketing multimídia intergalático.
Cada tradição de seres bípedes racionais encontrou formas diferentes de dar significado aos corpúsculos luminosos que brilhavam no céu. Ao contrário do que se imagina nem sempre existiu o consenso sobre o que era, de fato, aquilo que eles observavam. Por qual motivo não poderia pequenos pedaços de isopor? Ou centenas de milhares de helicópteros a voar no céu?
Para alguns as estrelas são, na verdade, vaga-lumes que insistem em não “piscar” a noite. Deste modo, o Sol seria um super vaga-mule turbinado e insano, que brilha de dia. Para outros, a interpretação da posição das estrelas poderia desencadear em diferentes formatos de previsões sobre um conjunto vasto de situações (foi assim que um grupo de bípedes ocidentais decidiu criar a primeira geração de astrólogos). E, evidentemente, existiam o grupo de bípedes que, simplesmente, achava tudo isso uma grande perda de tempo. Logo, não paravam para refletir sobre estrelas, vaga-lumes ou libélulas gigantes que voam carregando pessoas (eles ainda não sabiam que o helicóptero era um objeto capaz de ser produzido). Este grupo preferia assistir a vida de outros bípedes e ficando tecendo comentários desnecessários aleátorios sobre os comportamentos observados. Isto enquanto assistiam velozes e furiosos e ficavam recitando frases de bípedes que julgavam, curiosamente, mitos sábios. Infelizmente, eles não sabiam, na maior parte do tempo, o que estavam fazendo.
Representante do sindicato 
dos filósofos!
A conclusão inicial que trouxe um pouco de paz e harmonia as discussões sobre o que eram aqueles pontos brilhantes no céu foi que o céu à noite era escuro. INACREDITÁVEL!!!! Uma conclusão magnífica, sensacional, original e impressionante ÚNICA! De forma ainda mais especular todos os bípedes que debatiam sobre este assunto concordaram. Era elementar a escuridão da noite. Os bípedes ficaram felizes e decidiram tomar um suco de laranja sem açúcar para comemorar. Enquanto comemoravam, e discutiam o resultado da final do campeonato universal de esconde-esconde que acontecia naquele dia, foram surpreendidos com o anúncio do sindicato dos filósofos.
O sindicato dos filósofos estavam exercendo o direito democrático de discordar do posicionamento adotado pela maioria, isto quer dizer que eles eram a oposição e não concordavam que a noite era, de fato, escura a noite. ABSURDO! CALÚNIA! IRRESPONSÁVEIS! Muitos bradaram em voz alta.